Somos Espíritos imortais em evolução

21 12 2010

A vida e a morte sempre foram enigmas para o ser humano. A sábia frase do “Conhece-te a ti mesmo”, escrita no Oráculo de Delfos da Grécia antiga, desde recuado tempo desafiava o homem a auto-descobrir-se e a analisar sua estrutura integral. Sábios, filósofos e grandes pensadores do passado, bem como os grandes líderes religiosos, procuraram encontrar a razão da vida, do sofrimento, das diferenças entre os homens e qual o valor da moral e da ética para a sociedade. Coube ao espiritismo a tarefa de revelar as realidades transcendentes da vida além da matéria de forma mais ampla, num contexto de Ciência, Filosofia e Religião.

Revela-nos o Espiritismo que a verdadeira vida é a espiritual, que é eterna. Ela preexiste e sobrevive a tudo, independentemente ao nosso mundo material, o planeta Terra. A vida corporal é transitória, passageira, fugaz. Não devemos, entretanto, negligenciá-la, e, sim, observar seus deveres inerentes e as leis naturais (divinas) que a regem. O ser inteligente (espírito, ego, pessoa, consciência), que é imortal e é revestido de um corpo semi-material, teve um princípio, quando foi criado por Deus. Ele, porém, não terá fim, ou seja, nunca deixará de existir como individualidade pensante e atuante. Ele está inserido num processo de progresso infinito: a evolução.

Evolução significa desenvolvimento; progresso; transformação. Afirmava Lavoisier que: “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Nosso corpo físico, quando desativado no processo chamado morte, retorna ao pó de onde veio, tornando-se matéria orgânica decomposta que irá integrar outros corpos na natureza. O espírito (alma), que habitava o corpo carnal, passará a existir fora da matéria, no mundo ou dimensão espiritual, sua verdadeira pátria, seu lar de origem.

Ao findar a estadia no mundo material, realiza uma revisão de tudo aquilo que fez e deixou de fazer, das conseqüências de seus atos nas vidas com as quais conviveu, analisa seus pensamentos e emoções. A partir daí, no chamado período de erraticidade, ou seja, entre duas encarnações, irá se preparar para um futuro novo mergulho na carne, quando iniciará novo processo de aprimoramento intelectual e moral. Neste meio tempo o espírito poderá evoluir, se buscar se esforçar por alcançar tal meta. Há casos de espíritos rebeldes que permanecem estacionários, passivos, apegados à sensações e fatos materiais, os quais agindo assim, atrasam seu processo evolutivo. Chega porém o momento em que eles se cansam, arrependem e procuram a forma de seguir em frente e evoluir.

Somos espíritos imortais em evolução. Esta é a grande realidade a qual precisamos assimilar, conscientizando-nos de que a vida humana é um período escolar, dentro de uma série de existências, onde nos educamos e reeducamos; sofremos e nos alegramos, erramos e acertamos, progredindo sem cessar. Necessitamos, sim, priorizar nossa auto evolução, no estudo, no trabalho e na caridade, para que, ao final da jornada, tornados espíritos puros, possamos contemplar o Pai Celeste e sermos designados os seus mensageiros diretos, cooperando na grande obra de evolução das humanidades e dos mundos que compõem o universo infinito.

(Jornal Espírita)


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